No começo do século XX, surgiam os primeiros supermercados nos EUA em substituição aos armazéns. Na sistemática anterior, os clientes recebiam os produtos escolhidos das mãos dos empregados o armazém (auto-atendimento). Entretanto, tal operação foi substituída pelo auto-serviço em grandes lojas, nas quais os consumidores escolhiam diretamente seus produtos. No entanto, naquela época, a estratégia de marketing para alavancar as vendas baseava-se não apenas em exibir o produto na prateleira, mas também em oferecer preços competitivos comparados aos pequenos armazéns. Sem dúvida, o produto praticamente “se vendia sozinho”.

Contudo, pouco tempo depois, os supermercados passaram a contar com uma diversificada gama de produtos, de tal sorte que o preço mais baixo deixou de ser a única técnica de venda. De acordo com as novas estratégias de marketing, as prateleiras passaram a ficar mais enfeitadas e criativas. Os corredores e gôndolas mais longos e tentadores. Produtos passaram a ser estrategicamente acomodados. Promotores de vendas passaram a seduzir clientes com degustações e amostras grátis – “inesperadamente” ao longo de corredores que levam aos produtos mais básicos. Isto apenas para exemplificar algumas dos artifícios utilizados.

Inegavelmente, na última década, como resultado do avanço da diversidade de produtos, preços e marcas, as estratégias de marketing tornaram-se ainda mais sofisticadas, tendo o marketing digital assumido papel de extrema relevância para que as empresas mantenham-se competitivas. O marketing digital vem para ficar, e não apenas como uma via de persuasão de clientes e de aumento de vendas, mas sobretudo uma maneira de estabelecer e fortalecer a  conexão entre empresa e cliente.